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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

"Assinatura na Célula: O DNA e a Evidência de Design Inteligente"


Signature in the Cell: DNA and the Evidence for Intelligent Design

"Assinatura na Célula: O DNA e a Evidência de Design Inteligente"


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"Pouco depois de 1950, a ciência avançou até um ponto em que podia identificar as formas e propriedades de algumas moléculas que constituem os organismos vivos. Devagar, com muito trabalho, as estruturas de um número cada vez maior de moléculas biológicas foram elucidadas e, com o auxílio de incontáveis experimentos, inferida a maneira como funcionavam. Os resultados acumulados mostram com grande clareza que a vida se baseia em máquinas — máquinas compostas de moléculas! As máquinas molecu­lares transportam carga de um lugar na célula para outro, ao longo de "es­tradas" constituídas por outras moléculas, enquanto outras ainda agem co­mo cabos, cordas e polias que mantêm a forma da célula. Máquinas ligam e desligam comutadores celulares às vezes matando a célula, ou fazendo com que cresça. Máquinas a energia solar captam a energia dos fótons e a armazenam em elementos químicos. Máquinas elétricas permitem que a corrente flua pêlos nervos. Máquinas-ferramenta constroem outras máquinas moleculares, bem como outras iguais a si mesmas. Células nadam usando máquinas, copiam a si mesmas usando maquinaria, e com ela ingerem alimentos. Em suma, máquinas moleculares altamente sofisticadas controlam todos os processos celulares. Assim, os detalhes da vida são finamente calibrados e, a maquinaria da vida, de uma enorme complexidade."

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Fonte:
Michael Behe: “A Caixa Preta de Darwin”. Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 1997.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

As células e seus poderosos motores

Se uma máquina molecular por si mesma já é uma maravilha, que se dirá de um conjunto delas trabalhando de maneira coordenada e em conjunto?
Recentes artigos e notícias informam que é exatamente isto o que ocorre nas células vivas: os motores moleculares coordenam seus esforços, ou seja, estão ligados por coordenação, trabalhando para uma determinada função.

O Science Daily, por exemplo, publicou uma noticia acerca do assunto, na qual se lia que “inclusive dentro da célula, a mão esquerda sabe o que o esta fazendo a direita”.

Os pesquisadores da Universidade de Virgínia afirmaram “que os motores moleculares funcionam de uma maneira assombrosamente coordenada”, quando uma “simples” algas chamadas Chlamydominas tem que se deslocar por meio de seus flagelos. Isto contradiz modelos anteriores que representavam os motores competindo entre si como num cabo-de-guerra.

"A nova pesquisa da Universidade de Virgínia proporciona sólidas provas de que os motores estão realmente funcionando em coordenação, todos se movendo em uma direção, como se estivesse sob as mesmas ordens, ou em direção oposta – e novamente, como se estive sob um controle rigoroso.”

É como que imaginar um líder ou supervisor que comanda o processo. Compreender isto poderia servir de ajuda em tratamentos de transtornos neurodegenerativos. O artigo não fez menção da evolução. Os pesquisadores publicaram suas pesquisas PNAS.

Outro sistema celular do qual informava o Science Daily tem relação com a coordenação de componentes independentes. A transposição de ADN composta de ARN mensageiro sai do núcleo em pequenos motores em 3D, “esticando-se” por um código linear para ser lido pelo ribossomo. E mais uma vez o artigo não diz nada acerca de evolução.

Aos darwinistas cabe agora a dura missão de tentar explicar sob a lógica do acaso (e de seus “aliados”) a ação coordenada de múltiplas peças necessárias para uma determinada função, na qual a menor falha de qualquer um de seus componentes, poderá culminar em doenças e até à morte.

Se conseguirem tal proeza sem ginásticas epistêmicas e filosóficas, restar-lhe-ão à glória, ou, quiçá, o “Troféu Popper de Epistemologia.” ((rs))


É isso!

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Referência:
Laib, Marin, Bloodgood and Guilford, "The reciprocal coordination and mechanics of molecular motors in living cells", Proceedings of the National Academy of Sciences EE. UU., publicado en línea el 12 de febrero de 2009, doi: 10.1073/pnas.0809849106.

Michael Behe e o Cracionismo

Dentre as muitas bobagens que os devotos de Darwin dizem do cientista Michael Behe, uma delas o acusa de ser ele um criacionista disfarçado, que busca difundir a religião sob uma “nova roupagem”, que seria a Teoria do Desenho (Design) Inteligente.

Todavia, quem se prestou a ler o seu principal livro “A Caixa Preta de Darwin”, não terá a menor dificuldade em concluir  que se trata uma grande besteira. A par disto, selecionei alguns trechos do referido livro, com as quais este cientista discorre sobre alguns pontos os quais se chocam frontalmente com os ideais criacionistas. Vejamos...

1 – Sobre a idade da terra

“A evolução é um tópico polêmico, o que torna necessário esclarecer algumas questões básicas já no início do livro. Muitas pessoas pensam que questionar a evolução Darwiniana significa defender o criacionismo. Da forma habitualmente entendida, o criacionismo implica a crença em que a terra foi formada há apenas dez mil anos, uma interpretação da Bíblia ainda muito popular. Desejo deixar claro que não tenho motivos para duvidar que o universo tenha os bilhões de anos de idade que os físicos alegam” (p. 15).

2 -  Sobre a idéia de ascendência comum
“Acho a idéia de ascendência comum (que todos os organismos tiveram um mesmo ancestral) muito convincente e não tenho nenhuma razão particular para pô-la em dúvida” (p. 15).

3 – Sobre os cientistas evolucionistas“Respeito muito o trabalho de meus colegas que estudam o desenvolvimento e o comportamento de organismo dentro do arcabouço evolucionário, e acho que biólogos que assim pensam deram enormes contribuições ao nosso conhecimento do mundo” (p. 15).

4 – Sobre o naturalista Charles Darwin
“Darwin e a evolução nos dominam, quaisquer que sejam as queixas dos cientistas criacionistas. Mas será correta essa tese? Melhor ainda, será adequada? Acredito que não. Não é que Darwin tenha errado, mas sim, compreendido apenas parte da verdade” (p. 38).

5 – Sobre compromissos ideológicos de criacionistas e darwinistas
“Em outras palavras, tal como os criacionistas da vertente da Terra jovem, eles assumiram um compromis­so filosófico a priori com a ciência, que restringe os tipos de explicações que aceitariam sobre o mundo físico. Às vezes, essa disposição dá origem a um comportamento muito estranho” (p 245).

6 – Sobre a hipótese evolutiva
“Suponhamos que há quase quatro bilhões de anos o plane­jador fabricou a primeira célula, já contendo todos os sistemas bioquímicos irredutivelmente complexos discutidos aqui, e muitos outros. (Podemos postular que o planejamento de sistemas que deveriam ser usados mais tarde, como a coagulação do sangue, esteve presente, mas ainda não "ligado". Nos organismos modernos, numerosos genes são desligados tempo­rariamente, às vezes durante gerações, para serem ligados mais tarde.) Suponhamos ainda que o planejador colocou nas células alguns outros sistemas, sobre os quais não podemos fornecer prova suficiente, para concluir o planejamento. A célula que continha os sistemas planejados foram, em seguida, deixadas em piloto automático para reproduzir-se, passar por mutação, comer e ser comida, chocar-se com rochas e sofrer os efeitos de todos os caprichos da vida aqui na Terra” (p. 229).


É isso!

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Fonte:
Michael Behe: “A Caixa Preta de Darwin - Desafio da Bioquímica à teoria daEvolução”. Jorge Zahar Editores. Rio de Janeiro, 1996.