quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

A imensa complexidade dos vírus

Sabemos que os seres vivos têm que superar os mesmos tipos de problemas físicos encontrados pelos engenheiros. Todavia, os vírus, por definição, não estão vivos: precisam de um hospedeiro para sua replicação. A par disto, indago: como é possível ter evoluído gradualmente uma bio-nanotecnologia de tão alta precisão como são os vírus? E mais: como teria se desenvolvido, do ponto de vista macroevolutivo, motores tão potentes, tão compactos e tão supereficientes como estes?

Bem. Sabe-se que as coberturas proteínicas protetoras (cápsides) dos vírus são extraordinários exemplos de engenharia biológica. Estes recipientes sumamente regulares, automontados e com dimensões nanométricas possui um desenho minimalista, combinando complexas funções passivas e ativas. Estas cápsides não apenas proporcionam um escudo químico, como, também, uma significativa proteção mecânica para seus conteúdos genéticos. As coberturas víricas são assim um maravilhoso exemplo de uma solução que a Natureza constrói a fim de suplantar um complicado problema de engenharia biológica. Montando a si mesmas elas formam sólidas coberturas de uma geometria muito bem definida e precisa utilizando para isso de uma quantidade mínima de distintas proteínas.


É isso!


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