quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Os frágeis argumentos contra o Tedeísmo

Certa feita, ao tentar justificar suas razões pelas quais julgava ser o Tedeísmo o mesmo que o Criacionismo, um desses darwinistas birrentos escreveu:
"
A partir do momento que afirma que algo só pode ter sido criado por uma "mente superior" (sobrenatural) e não ter qualquer evidência do que afirma e ainda por cima não se utilizar de qualquer metodologia científica para tal, já pode ser considerado como criacionista. E a Academia Nacional de Ciência dos EUA já rebaixou o DI a essa categoria há um bom tempo...” (SIC)

Sempre achei os argumentos darwinistas contra o Tedeísmo muito fraquinhos e cheios de retóricas vazias e repetitivas. A prova está aí. Se não, vejamos:

1 – "A partir do momento que afirma que algo só pode ter sido criado por uma "mente superior" (sobrenatural)...

Em qual regra científica, livro de ciência ou estatuto de sociedades científicas consta que o “sobrenatural” (entenda-se "Inteligência Superior") nunca afetou a natureza?

A falácia "em princípio, a ciência não deve utilizá-lo, seja verdadeiro ou não" é tão importante para a ciência quanto “a biografia da minha vida”. Parafraseando e indagando com o Behe:

De que maneira esse argumento contribui para alguma coisa?
Por acaso ele diz quais questões estão além da competência da ciência?
Fornece diretrizes para separar a ciência da pseudociência?
Oferece uma definição do que seja ciência?

Ora, por esta estupenda lógica qualquer argumento tipo "tamborete de praça" poderia reivindicar o título de “ciência” pelo simples fato de não invocar o "sobrenatural". Isso, é claro, se pretendermos ser o mínimo coerentes.

Em suma: apesar de, a priori, não se ter nenhuma razão para acreditar que nada existe além da natureza, é simplesmente dito que não constitui boa ciência oferecer o sobrenatural como explicação de um evento natural.

Sim, não se pode submeter a teste o Planejador Inteligente, contudo, essa experiência também não pode ser realizada em relação aos ancestrais extintos, os quais são ornamentos para a Teoria da Evolução. Nesses casos, o que se deve levar em conta são as evidências. Sim, afinal, o fato de não podermos submeter a teste a pessoa de Santos Dumont, isso em si não é uma prova contra a existência do avião e de que este funciona perfeitamente bem! Da mesma maneira, o fato de não podermos testar a presença do Planejador num tubo de ensaio em nada significa que o motor flagelar e sua irredutibilidade não existam! Como bem escreveu Behe:

A ciência pode ser capaz de estudar o movimento de cometas que atualmente aparecem nos céus e submeter a teste as leis da mecânica newtoniana que descrevem o movimento dos cometas. Ela, porém, jamais poderá estudar o cometa que supostamente chocou-se com a terra há milhões de anos. Pode, no entanto, observar os efeitos duradouros dele na Terra moderna. De forma análoga, pode observar os efeitos que um planejador produziu sobre a vida” (“A Caixa Preta de Darwin”, p. 244).

Ao restringir a ciência ao máximo da mesma coisa, recusando-se a considerar uma explicação basicamente diferente, o que se faz é apenas tentar introduzir a realidade numa caixa elegante, e isso nunca foi Ciência.

2- ..."e não ter qualquer evidências do que afirma e ainda por cima não se utilizar de qualquer metodologia científica para tal, já pode ser considerado como criacionista”.

As evidências da TDI já foram amplamente discutidas, e estão fundamentadas essencialmente na Complexidade Irredutível – CI (Michael Behe: “A Caixa Preta de Darwin”) e na Complexidade Especificada – CE (William Dembski “The Design Inference"). Dessa forma, o fato de alguém ACHAR que não se trata de evidências científicas não as torna menos evidentes! A mera opinião pessoal, neste caso, não é Ciência, mas ideologia.

3 – “E a Academia Nacional de Ciência dos EUA já rebaixou o DI a essa categoria há um bom tempo...”.

Os fatos científicos não são decididos por unanimidade acadêmica, nem são concluídos por decretos de associações científicas ou por decisão judicial.

Na época do flogístico, por exemplo, a “Academia” também havia “rebaixado” teorias alternativas, e o resultado consta nos anais da história: caiu a teoria e a reboque seguiu-se a Academia!

Como já havia escrito em outra ocasião, em 2002, o comitê da AAAS publicou uma resolução atacando frontalmente a Teoria do Desenho Inteligente como não-científica. Todavia, em tal processo foram utilizadas todas as armas, menos àquelas relacionadas à ciência. Prova disso é que, após tal resolução ser publicada, perguntou-se aos membros do Comitê da AAAS quais livros e artigos escritos por cientistas do Desenho Inteligente eles tinham lido antes de tomar esta resolução, e a resposta foi simplesmente que o assunto havia sido analisado por todo o grupo. Outros membros apenas disseram que havia lido cuidadosamente fontes identificadas na Internet. Ou seja, fica claro que os membros do comitê da AAAS aparentemente votaram pura e simplesmente com a intenção de declarar o Desenho Inteligente como não-científico, sem estudar eles mesmos os livros acadêmicos e artigos apresentados pelos cientistas que propunham esta teoria. Não custa lembrar ainda que um bom número dos cientistas que apóiam o Desenho Inteligente são membros da AAAS, de modo que o Comitê da AAS claramente não falou por todos os membros de sua organização. Em outras palavras, eles apenas assumiram, a priori, um compromisso ideológico com a Ciência, de acordo com o que eles mesmos querem que seja Ciência. E não muito além disso.

É isso!

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